Brasília (02.07) - O Brasil exportou US$ 425 milhões de carne bovina de janeiro a maio deste ano, aumentando em 23,3% o valor registrado no mesmo período de 2001. Com 165,7 milhões de cabeças bovinas, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, com perspectivas de se tornar o maior exportador de carne. Este bom desempenho no mercado externo dependerá, basicamente, do atendimento às exigências dos principais mercados compradores, como os países da União Européia, especialmente quanto a rastreabilidade dos rebanhos, um conjunto de medidas que caracteriza a origem, o estado sanitário e o sistema de criação dos animais. Preocupado em auxiliar o produtor a adequar-se a este novo cenário, o Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contratou uma empresa especializada em certificação e rastreabilidade, que desenvolveu um sistema de gestão de dados, que capacitará o produtor a competir no mercado internacional.
Com o surgimento de focos da doença da vaca louca (Encefalopatia Espongiforme Bovina) na União Européia, os governos destes países passaram a exigir de seus produtores e dos demais países fornecedores de carne bovina a adoção de medidas de segurança para a produção pecuária, entre elas a rastreabilidade dos rebanhos. Segundo a Instrução Normativa nº 1, de 9 de janeiro de 2002, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a partir de julho de 2002 os pecuaristas que quiserem continuar exportando para a União Européia terão que estar enquadrados no regulamento do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV).
Conforme a regulamentação brasileira, todos os bovinos e bubalinos nascidos no Brasil deverão ser identificados, registrados e monitorados, individualmente. Para tanto, os pecuaristas deverão procurar uma entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura para obter a certificação de seu rebanho. Com o objetivo de ajudar os produtores interessados em adequar-se às normas da rastreabilidade para manter-se no mercado exportador, o Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte decidiu investir no desenvolvimento e divulgação de um sistema que possa ser adotado com facilidade e baixo custo nas propriedades. A parceria com a empresa Planejar Processamento de Dados Ltda é apenas uma das ações desenvolvidas pelo Fórum com o objetivo de acompanhar, passo a passo, a implantação do programa de rastreabilidade do rebanho brasileiro, sem o qual dificilmente o País continuará expandindo sua participação no mercado internacional de carne bovina.
Coletiva com o
presidente da Comissão Nacional de Pecuária
de Corte da CNA, Antenor Nogueira
Coletiva com o presidente da Comissão Nacional de
Pecuária
de Corte da CNA, Antenor Nogueira