Ano IX - 19/11
As exportações de carne bovina somaram US$ 869,7 milhões entre janeiro e outubro deste ano, um desempenho 6,5% superior ao mesmo período de 2001. Em volume, as vendas externas cresceram 14,7%, para 760 mil toneladas em equivalente carcaça, segundo dados dos Indicadores Pecuários, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP). Os indicadores são parâmetro para análises de desempenho da atividade pecuária no Brasil e apresentam dados sobre exportações, conjuntura atual, mercados internacionais, preços de boi gordo e cotações de mercados e negócios de futuros.
Se comparado o desempenho de outubro deste ano com o mesmo mês de 2001, verifica-se que:
as
exportações cresceram 4,5% em valor, atingindo US$ 114 milhões; e 16,5% em
volume, totalizando 106,5 mil toneladas em equivalente carcaça.
os
maiores compradores de carne fresca resfriada foram Chile e Holanda. No caso da
carne in natura congelada, destacam-se como principais compradores Arábia
Saudita, Egito, Rússia, Filipinas, Itália, Holanda e Reino Unido.
As estimativas para o ano 2002
indicam resultados como:
volume
de exportações de um milhão de toneladas em equivalente carcaça.
è receita cambial de US$ 1,1 bilhão.
A volta ao mercado de países que tiveram problemas sanitários em 2001 e as fortes desvalorizações cambiais brasileira e argentina, além de um maior poder de negociação dos importadores, puxaram para baixo os preços internacionais.
o preço médio da carne brasileira in
natura recuou 9,5%, entre janeiro e outubro, passando de US$ 2.055 para US$
1.860 a tonelada.
O controle da aftosa e a desvalorização cambial devem aumentar as vendas de carne bovina do Brasil e Argentina em mais de 20%, segundo relatório da Organização para Alimentação e Agricultura da ONU (FAO), divulgado pelo Indicadores Pecuários. O relatório da FAO mostra, ainda, que:
a reconquista do consumidor de carne bovina levará a uma expansão de 6% no comércio
do produto, em 2002, alcançando um total de 5,8 milhões de toneladas.
a
recuperação da demanda deve concentrar-se na Ásia, principalmente nos
mercados da Coréia, Malásia, Filipinas e Taiwan.
No mercado interno, o indicador do boi Esalq/BM&F subiu 11,7% no acumulado de outubro, chegando a R$ 56,79 à vista. Em outubro de 2001, a arroba era negociada a R$ 47,66. Principal indicativo sobre a tendência dos agentes de mercado nos próximos meses, os contratos futuros da BM&F fecharam o mês cotados a R$ 57,55 para dezembro e a R$ 56,49 para janeiro. Deve haver um recuo das cotações em maio de 2003.
O mercado reflete a tendência dos pecuaristas em reduzir o confinamento e o semiconfinamento este ano. Contribuíram para o desestímulo dos produtores a sinalização de preços futuros iguais aos de 2001, próximos de R$ 47,00 para os contratos em setembro e outubro, além da forte alta dos preços das rações causada pela elevação de 50% no preço do milho e de 70% no farelo de soja.
Ano IX - 2002